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GABRIEL VILLELA (BLOG "NÃO OFICIAL")
 

 

esses jornalistas fazem cada erro besta hehehe 24/11/2005 10:26
NAVEGAR É PRECISO
Gabriel Villela passou a semana em Lisboa, Portugal.

O ator encenou lá o espetáculo "Re Apareceu a Margarida", de Roberto Athayde.



http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1611200509.htm


 



 Escrito por NANDA ROVERE às 00h35 [] [envie esta mensagem]



 

PISADA FIRME
O diretor mineiro Gabriel Villela escalou só mulheres para a montagem de "Esperando Godot", que ele prepara para estrear em janeiro no Sesc abrindo as comemorações do centenário de Samuel Beckett. Bete Coelho, Vera Zimmerman, Lavínia Pannunzio e Magali Biff foram escolhidas para o espetáculo que, no cenário, contará com uma carcaça de árvore, restos de altares barrocos, mesas e outros objetos, tudo em pedaços. As atrizes se apresentarão num teatro de arena e circularão por cima dos objetos.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2311200510.htm

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 00h34 [] [envie esta mensagem]



 

¨A CANTORA E ATRIZ NÁBIA VILLELA NO SHOW SOLO ¨RETRATO DA VIDA¨


Vislumbrando grandes musicais brasileiros, e enveredando pela produção da música popular contemporânea (com composições inéditas), o roteiro do musical Retrato da Vida resgata um modo peculiar de interpretação musical, por meio da atuação da cantora e atriz Nábia Vilella.
Peças inéditas de Francis Hime (Tempo Breve), Vinícius de Moraes (Marília e Marina), entre outras, são intercaladas a canções de Zeca Baleiro (Babylon), Adriana Calcanhoto (Senhas), Chico Cesar (Maria) etc., com destaque para a canção inédita de Chico Buarque e Sérgio Godinho ¿ Um Tempo que Passou, um dos temas principais do espetáculo.
Acompanhada por um trio composto por bateria, sopros e violão, com direção musical de Alessandro Pezezzi e roteiro e direção de Heron Coelho, o musical é uma prévia do repertório do primeiro CD da cantora, a ser lançado no primeiro semestre do ano que vem, pela gravadora CPC-UMES.
Teatro. R$ 12,00; R$ 6,00 (usuário matriculado, idosos e estudantes com carteirinha). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).
Dia(s) 21/10, 22/10 Sexta e sábado, às 21h.
SESC Ipiranga
R Bom Pastor, 822, Ipiranga, região sul, tel. 11 3340-2000

Ficha Técnica:
Nábia Villela ¿ voz
Alessandro Penezzi ¿ violão e dir. musical
Douglas Alonso ¿ percussão / bateria
Richard Armando ¿ sopros
Heron Coelho ¿ direção cênica e roteiro

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 03h03 [] [envie esta mensagem]



 

 

Roteiro do show “Retrato da Vida”

Pontos (rec. Alessandro Pennezi)
Retrato da Vida (Djavan e Dominguinhos)
O que será (Chico Buarque)
Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo e Ary Barroso)
Antinome (Chico César)
Achados e Perdidos (Gonzaguinha)
Um tempo que passou (Chico Buarque e Sérgio Godinho)
Bocochê (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
Pássara (Chico Buarque e Francis Hime)
Que Vantagem Maria leva (Chico César) – do espetáculo Marias do Brasil que
teve participação da Nábia

Flor das águas (Heron Coelho e Marcos Paiva)
Porque era ela, porque era eu (Chico Buarque)
* Fragmentos de Bertolt Brecht
Senhas (Adriana Calcanhoto)
Babylon (Zeca Baleiro)
Vampiro (Jorge Mautner)
* Textos “A Súplica de Prometeus” (Heron Coelho)
Tempo Breve (Francis Hime e Bráulio Pedroso)
Deus lhe pague (Chico Buarque)
Lá se vão meus anéis (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)





 Escrito por NANDA ROVERE às 03h03 [] [envie esta mensagem]





 Escrito por NANDA ROVERE às 03h02 [] [envie esta mensagem]



 

A TRAJETÓRIA PROFISSIONAL DE NÁBIA VILLELA:
Nábia Villela, cantora e atriz, tem seu trabalho voltado para o Teatro
Musical Brasileiro. Trabalhou com diretores como Gabriel Villela, Kleber Montanheiro, Paulo Ribeiro. Atualmente estuda técnica vocal com o maestro Adilson Rodrigues.
A cantora e atriz mineira de Carmo do Rio Claro, Nábia Villela, tem uma trajetória profissional interessante e privilegiada.
Nunca havia pensado em ser artista até que sua voz - que vai do popular à ópera - foi descoberta pelo primo, o diretor teatral Gabriel Villela, em uma festa em Carmo. Ao assumir a direção artística do Teatro Glória no Rio de Janeiro, Gabriel pode convidá-la para integrar o elenco do espetáculo Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.
Nábia, sem ter pisado em um palco antes, resolveu aceitar o convite.
Trancou a faculdade de Direito que cursava em Alfenas e se dedicou ao teatro.
Depois da participação em Morte e Vida Severina (1997), vieram A Vida é Sonho (1998), Alma de Todos os Tempos (1999), Os Saltimbancos (2001) e Gota D'Água (2001)
e a Ponte e a Água de Piscina (2002) todos dirigidos por Gabriel.
A música é um elemento muito importante nas montagens de Gabriel Villela, e Nábia sempre contribuiu para o enriquecimento das cenas nas quais atuou e cantou belíssimas canções.
A sua experiência de trabalho com o Gabriel Villela foi um importante impulso para a sua carreira e a partir de a Borboleta Sem Asas, Nábia começou a trabalhar com outros diretores.


CURRÍCULO:
-SHOWS NO SEGUNDAS INTENÇÕES
-SHOWS  COM O GRUPO VOCAL TERNO DE DAMAS
-ATRIZ E CANTORA DO GRUPO S/ARAUTOS (SARAUS INFANTIS E ESPETÁCULO AMOR ¿ direção Paulo Ribeiro)
- PROJETO EM CENA, AÇÕES, releitura de musicais brasileiros (Calabar, Gota d'Água e Ópera do Malandro) ¿ direção Heron Coelho
-SHOW CHICO CÉSAR PARA MENORES (LANÇAMENTO DOS CDS AMÍDALAS E MARIAS DO BRASIL)
-FAUSTO ZERO (PARTICIPAÇÃO NA GRAVAÇÃO DA TRILHA) ¿ direção Gabriel Villela
-ATRIZ E CANTORA NO ESPETÁCULO MARIAS DO BRASIL ¿ direção Kleber Montanheiro
-A PONTE E A ÁGUA DE PISCINA ¿ direção Gabriel Villela
-A BORBOLETA SEM ASAS ¿ direção Fábio Ock, Fezu Duarte E Marcos Okura
-GOTA D`ÀGUA ¿ direção Gabriel Villela
-OS SALTIMBANCOS ¿ direção Gabriel Villela
-ALMA DE TODOS OS TEMPOS ¿ direção Gabriel Villela
-A VIDA É SONHO ¿ direção Gabriel Villela
-MORTE E VIDA SEVERINA ¿ direção Gabriel Villela


FOTOLOG: http://nabiavillela.fotopages.com/
COMUNIDADE NO ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1915488


NÃO PERCAM AMOR
em cartaz todas as terças:
Teatro Imprensa - Rua Jaceguai 400, Bela Vista
As terças-feiras, às 21h, com duração de 65 minutos.
O teatro abre às 20h.
Preço: R$: 30,00, com direito a um "vinho cortesia" por mesa.
Espaço limitado a 48 lugares.
Faça suas reservas pelo telefone: 11 3241 4203
Eu assisti e recomendo, pois é muito lindo!
FICHA TÉCNICA
Compilação e Direção: Paulo Ribeiro
Direção Musical e Arranjos: Rafael Altro
Figurinos: Denis Nogueira
Instalação Permanente: Beth Turkieniez
Elenco:
Cíntia Wartusch
Daniel Costa
Nábia Villela
Rafael Altro

para saber horarios etc etc
www.nandaroverecultural.blogger.com.br
   



 Escrito por NANDA ROVERE às 03h00 [] [envie esta mensagem]



 

ABAIXO UMA ENTREVISTA QUE EU FIZ COM A NÁBIA EM 2002 (Para ver as fotos www.entrecantos.com)
> >
> >Música e teatro se misturam na vida de Nábia Villela
> >A cantora e atriz mineira de Carmo do Rio Claro, Nábia Villela, com
>apenas
> >24 anos, já tem uma trajetória profissional interessante e privilegiada.
> >Nunca havia pensado em ser artista até que sua voz - que vai do popular à
> >ópera - foi descoberta pelo primo, o diretor teatral Gabriel Villela, em
> >uma
> >festa em Carmo. Ao assumir a direção artística do Teatro Glória no Rio de
> >Janeiro, Gabriel pode convidá-la para integrar o elenco do espetáculo
>Morte
> >e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto.
> >Nábia, sem ter pisado em um palco antes, resolveu aceitar o convite.
> >Trancou
> >a faculdade de Direito que cursava em Alfenas e se dedicou ao teatro.
> >Depois
> >da participação em Morte e Vida Severina (1997), vieram A Vida é Sonho
> >(1998),
> >Alma de Todos os Tempos (1999), Os Saltimbancos (2001) e Gota D'Água
> >(2001),
> >todos dirigidos por Gabriel. A música é um elemento muito importante nas
> >montagens de Gabriel Villela, e Nábia sempre contribuiu para o
> >enriquecimento das cenas nas quais atuou e cantou belíssimas canções.
> >No início do ano, estreou o espetáculo infantil A Borboleta sem Asas no
> >TBC,
> >cheio de novidades. Foi o primeiro contato com texto e com outro diretor
> >que
> >não o Gabriel. Nábia interpreta a abelha Abel, personagem que lhe deu a
> >oportunidade de trabalhar um sotaque nordestino.
> >Voltou a ser dirigida pelo primo no espetáculo A Ponte e a Água de
>Piscina,
> >o qual estreou no Centro Cultural Banco do Brasil no início de novembro.
>Na
> >peça, Nábia interpreta a personagem Maria do Canto (uma freira morta que
> >vaga pelo mosteiro onde vive a ex-prostituta Justina e sua filha Pia) e
> >trabalha ao lado de Claudio Fontana, Walderez de Barros, Vera Zimmermann
>e
> >Eduardo Reyes. Nábia apresenta canções como um trecho de Hino ao Amor
>(que
> >já foi gravada por Edith Piaf e Dalva de Oliveira), Meu Primeiro Amor e
> >Lágrima (de Amália Rodrigues). Todas à capela.
> >Em 5 anos de profissão e participação em 7 montagens teatrais, a sua
> >atuação
> >nos palcos conquistou elogios do público e da crítica, inclusive de
> >artistas, como do compositor Chico Buarque e da cantora Maria Bethânia.
> >Nesta entrevista, Nábia fala sobre a sua trajetória profissional, a
> >descoberta do teatro, sobre os seus trabalhos, a vontade de se aprimorar
> >cada vez mais, as influências de sua terra natal, entre outros.
> >A Borboleta encerra a temporada no dia 15 de dezembro, mas A Ponte e a
>Água
> >de Piscina continuará em cartaz mais alguns dias em janeiro de 2003.
> >Entrevista: Nanda Rovere
> >EntreCantos - Você cantava freqüentemente em Carmo do Rio Claro? Como o
> >Gabriel te descobriu?
> >Nábia Villela - Eu gosto de cantar desde criança, mas era só de
> >brincadeira.
> >Só cantava em grupos de amigos. Foi por acaso que eu segui este caminho.
> >Num
> >aniversário de Carmo estava acontecendo uma festa na cidade e foi montado
> >um
> >palanque na praça. Uns amigos que iam cantar e tocar me chamaram. Na hora
> >em
> >que eu estava cantando o Gabriel passou por lá, gostou do que viu e
> >procurou
> >saber quem eu era. Quando ele assumiu a direção do teatro Glória no Rio
>de
> >Janeiro e começou a ensaiar Morte e Vida Severina me chamou para
>participar
> >da montagem. Eu aceitei.
> >EC - Morte e Vida Severina foi seu primeiro trabalho em teatro. Como foi
>a
> >experiência de participar deste espetáculo e a convivência com o elenco?
> >NV - Eu nunca tinha entrado num teatro e, de repente, foi um elenco todo
> >para Carmo... No elenco tinha atores do Rio, de Curitiba e São Paulo e
>eles
> >ficaram morando dois meses lá. O que me deu uma certa segurança foi que
>os
> >ensaios foram na minha cidade, no sítio do Gabriel. Nós íamos para a
>beira
> >da represa de Furnas e passávamos barro no corpo para fazer laboratório.
>Eu
> >fiz grandes amigos neste trabalho.
> >EC - A sua família te apoiou desde o início?
> >NV - A minha família queria que eu continuasse fazendo Direito. Imagina,
> >foi
> >um elenco passar dois meses na minha cidade...Na cabeça deles eu estava
> >indo
> >embora. Eu tive que bater o pé, mas hoje eles adoram, me apóiam muito e
>vão
> >às estréias dos meus espetáculos.
> >EC - Você já conhecia o Gabriel (quando ele saiu de Carmo você era




 Escrito por NANDA ROVERE às 03h00 [] [envie esta mensagem]



 

> >criança),
> >já havia assistido algum trabalho dele?
> >NV - O Gabriel é meu primo e eu já o conhecia da cidade. Acompanhava as
> >matérias que saiam sobre ele, mas o único espetáculo que eu tinha visto
>era
> >Romeu e Julieta do Grupo Galpão. Eles fizeram três apresentações do
> >espetáculo em Carmo e eu assisti a todas elas.
> >EC - Você tinha idéia do potencial da sua voz?
> >NV - Não, eu fui trabalhando, fazendo espetáculos e aprendendo com o
>tempo.
> >Eu nunca cheguei a estudar canto, mas a maioria dos espetáculos que eu
>fiz
> >teve direção musical da Babaya, do Fernando Muzzi e do Ernani Maletta;
>eles
> >foram a minha escola.
> >EC - Tem algum cuidado especial com a sua voz?
> >NV - Eu procuro aquecer a voz antes dos espetáculos, é praticamente o
>único
> >cuidado que eu tenho. É o mínimo que eu posso fazer para eu estar inteira
> >no
> >palco; as pessoas vão me assistir e eu tenho que cantar direitinho. Eu
> >também não fumo nem bebo e isso ajuda bastante.
> >EC - Você disse que pretende estudar música...
> >NV - Vou prestar vestibular agora no final do ano para um curso livre de
> >canto.
> >Eu gostaria de prestar USP, mas para isso eu precisaria fazer cursinho, e
>o
> >curso que eu pretendo fazer tem o mesmo conteúdo da faculdade, como
> >História
> >da Arte e História da Música.
> >EC - Você toca algum instrumento musical?
> >NV - No espetáculo Os Saltimbancos eu tocava um pouquinho de violão, mas
>eu
> >só arranho alguma coisa.
> >EC - É interessante para um cantor o conhecimento de algum instrumento,
> >não?
> >NV - Eu gostaria de estudar violão, principalmente para eu poder estudar
> >canto em casa e acompanhar a minha voz com o violão.
> >EC - Muitas vezes as escolas acabam podando a criatividade dos alunos.
> >NV - Quando a Babaya prepara a nossa voz para os espetáculos, o Gabriel
> >sempre recomenda que ela tenha muito cuidado para isso não acontecer.
> >Acredito que só eu posso discernir o que pode ou não ser legal para mim e
> >estou aprendendo a fazer isso com o tempo.
> >EC - Você traz influências da sua terra natal para o seu trabalho? Quais?
> >NV - Eu aprendi a cantar ouvindo o povo de Carmo cantar, a minha mãe, a
> >minha tia...Na minha família todo mundo canta. Lá na minha cidade a
> >influência da música caipira é muito grande. Não é o tipo de música que
>eu
> >costumo ouvir, mas eu acredito que a música sertaneja de raiz exerce
> >influencia no meu modo de cantar.
> >EC - Você gosta de MPB?
> >NV - Eu gosto muito de MPB. Eu sempre ouvi alguma coisa de MPB, mas
>comecei
> >a ter mais contato agora e a pesquisar sobre o assunto. Por exemplo,
>quando
> >eu fiz Gota D'Água e Os Saltimbancos, eu comecei a gostar mais do Chico
> >Buarque.

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 02h59 [] [envie esta mensagem]



 

> >EC - Você viu diferença entre trabalhar em São Paulo e no Rio de Janeiro?
> >NV - Eu trabalhei muito pouco tempo no Rio, mas eu senti um desejo enorme
> >nos atores de lá em estar na Rede Globo. No final dos espetáculos, a
> >preocupação de muitos atores era se algum produtor da Globo estava no
> >teatro. Só faz dois anos que eu estou morando em São Paulo, mas eu
>acredito
> >que as pessoas vão mais ao teatro aqui, tanto que as maiores produções
> >teatrais e os musicais têm estreado nesta cidade.
> >EC - Os musicais ampliam as oportunidades de trabalho para os artistas.
>Tem
> >assistido a esses musicais?
> >NV - Sem dúvida. É muito legal esse campo de trabalho que está se abrindo
> >agora. Se continuarem produzindo musicais como Les Miserables e A Bela e
>a
> >Fera, vão continuar surgindo muitas oportunidades de trabalho para os
> >artistas. Assisti, por exemplo, Les Miserables. Ultimamente eu não tenho
> >ido. Eu estou fazendo um infantil à tarde e A Ponte e a Água de Piscina à
> >noite, às 19h30; daria tempo para eu ir ao teatro, mas eu fico meio
> >cansada.
> >EC - Como é participar do espetáculo A Borboleta sem Asas e tratar da
> >deficiência?
> >NV - É muito bonito poder falar sobre isso sem colocar os deficientes
>como
> >coitadinhos. Mostra que todos nós temos limites.
> >EC - Como surgiu o sotaque nordestino da abelha Abel?
> >NV - Quando eu comecei a estudar a Abel eles queriam que ela tivesse um
> >sotaque nordestino ou mineiro, enfim, que trouxesse traços regionalistas.
> >Elenco da peça A Ponte e a Água de Piscina. Foto: Divulgação
> >EC - Nos espetáculos do Gabriel em que você só cantava havia um trabalho
>de
> >atriz, mas na Borboleta ele é mais explícito porque foi a primeira vez
>que
> >você teve texto em cena. Você pretende se dedicar à carreira de atriz e
> >cantora?
> >NV - Eu gosto mais de cantar, mas chegou uma hora que eu precisei
>investir
> >no meu lado atriz. Eu estou me descobrindo como atriz agora e estou
> >gostando
> >muito. Graças a Deus eu fiz a Borboleta.
> >EC - Se surgirem outros trabalhos como atriz você faz?
> >NV - Faço, claro. Desde que eles estejam dentro dos meus limites; ainda
>não
> >me sinto preparada, por exemplo, pra fazer um monólogo, quem sabe um dia?
> >EC - E a Cia de Repertório do TBC, está sendo um grupo fixo de
> >atores/cantores?
> >NV - Desde que a Fezu Duarte assumiu a direção do TBC existe uma grande
> >vontade de manter essa companhia. Isso é difícil porque eles precisam de
> >patrocinador para manter um elenco à disposição do grupo; muitos acabam
> >saindo porque precisam trabalhar e sempre entram novos atores.
> >EC - Você tem algum projeto de trabalho no TBC para o ano que vem?
> >NV - Eles têm vários projetos para o ano que vem. Na verdade, eles ainda
> >não
> >escolheram o elenco, mas eu tenho muito interesse em continuar
>trabalhando
> >com eles. Eu gostei muito de ter feito A Borboleta sem Asas com eles, foi
> >uma grande experiência pra mim.
> >EC - mas, e se A Ponte continuar em cartaz?
> >NV - a Walderez vai começar a gravar uma novela e vai ficar
> >difícil...Tomara
> >que a Ponte fique por muito tempo em cartaz.
> >EC - Possui um carinho especial por algum trabalho?
> >NV - Eu lembro de Morte e Vida Severina com muito carinho por ter sido o
> >meu
> >primeiro trabalho. Amei fazer Alma de Todos os Tempos, tinha o Eriberto
> >Leão
> >e os meninos da banda e eu era a única mulher. Na Vida é Sonho eu também
> >era
> >a única mulher num elenco formado por 10 homens. Eu também gosto muito de
>A
> >Borboleta sem Asas. O elenco é muito legal e foi o primeiro trabalho que
>eu
> >fiz cuja direção não foi do Gabriel.
> >EC - Você conheceu um outro método de trabalho ...
> >NV - Isso pra mim foi muito importante. Talvez A Borboleta seja um dos
> >trabalhos que eu lembrarei com mais carinho.
> >EC - Você ia participar de um projeto em cinema...
> >NV - Era o filme Hoje e Dia de Rock do Neville de Almeida e as filmagens
> >seriam em Minas. Eu não sei direito porque o projeto não deu certo, mas
> >parece que ele não conseguiu patrocínio.
> >EC - Você tem vontade de trabalhar em cinema ou TV?
> >NV - Eu nunca fiz, mas adoraria.
> >EC - Como é participar de A Ponte e a Água de Piscina?
> >NV - A Ponte e a Água de Piscina é um espetáculo lindo. Talvez o mais
> >bonito
> >que eu já fiz. Eu estou gostando muito de participar dele.
> >EC - Neste espetáculo você está trabalhando ao lado de artistas
>talentosos.
> >A Walderez de Barros, por exemplo, tem grande experiência nos palcos.
> >NV - O elenco é muito bom. O Claudinho, a Vera... Eu já trabalhei com a
> >Vera
> >em Os Saltimbancos e, a Walderez, eu nem sei como descrevê-la. Ela é uma
> >pessoa maravilhosa, muito cuidadosa, atenciosa e sempre dá toques de como
> >eu
> >posso melhorar as minhas cenas.
> >EC - E como é trabalhar com o Gabriel?
> >NV - Tudo o que eu sei eu sei eu devo ao Gabriel. Eu aprendi muito
> >convivendo com ele. A Ponte e a Água de Piscina é o sexto espetáculo que
>eu
> >faço com ele e eu só consegui fazer A Borboleta sem Asas porque o Gabriel
> >me
> >ensinou muita coisa nesses anos todos.
> >EC - Sente falta de ter cursado escola ou faculdade de Artes Cênicas?
> >NV - Como atriz eu sinto muita falta. Sempre que eu começo a ensaiar um
> >espetáculo eu pesquiso sobre o assunto daquilo que eu estou fazendo e
> >aprendo muito com isso.
> >EC - O teatro mudou muito a sua vida?
> >NV - Minha vida mudou totalmente. Eu fazia Direito para ter um curso
> >superior e eu só fui descobrir que eu não gostava do curso depois de
> >começar
> >a fazer teatro, que é o que eu gosto. Sempre que eu terminava um trabalho
> >eu
> >voltava para a minha cidade, mas chegou um momento em que eu resolvi
>morar
> >em São Paulo. Eu sou tímida e a convivência com o pessoal de teatro me
> >modificou bastante; o teatro me ajudou muito a enfrentar melhor a vida
> >

 

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 02h59 [] [envie esta mensagem]



 

três palavras

Gabriel Villela

1. Saber

...Vocês conhecem muito bem
o sábio Salomão.
Todo universo ele entendeu
maldisse a hora em que nasceu.
Vaidade, tudo é vaidade!
Como era sábio o rei Salomão,
mas com o tempo a correr
foi que o mundo entendeu:
saber demais foi sua perdição.
Melhor não ter nenhum saber...


2. Poder

...O grande César teve o mundo
inteiro em suas mãos.
No trono parecia o rei,
mas um punhal fatal o venceu.
Do pedestal ele caiu!
Triste destino dos grandes reis.
Mas com o tempo a correr
foi que o mundo compreendeu:
poder demais foi sua perdição.
Melhor não ter nenhum poder...


3. Prazer

...Cleópatra era tão linda,
tudo mundo o diz.
Dois homens ela conquistou
e no prazer então chafurdou.
Foi definhando até morrer.
Pobre rainha! Linda mulher!
Mas com o tempo a correr
foi que o mundo entendeu:
prazer demais foi sua perdição.
Melhor não ter nenhum prazer...

.

Os textos são citações da "Canção de Salomão", de Bertolt Brecht, na tradução de Luiz Roberto Galizia, para o espetáculo "Ornitorrinco canta Brecht e Kurt Weil", São Paulo, 1977, copiados do CD de Cida Moreira, "Cida canta Brecht e Weil".

.

Gabriel Villela
É diretor de teatro.
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2640,1.shl

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 14h05 [] [envie esta mensagem]



 

Achei uma entrevista legal e meio antiga
chat realizado pelo Terra em 2000 quando o Gabriel era diretor artítico do TBC e estava em cartaz com Replay

 

 

 Chat com Gabriel Villela

(5/6/2000)

www.terra.com.br

 

 

 

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 02h17 [] [envie esta mensagem]



 

Chat com Gabriel Villela

(5/6/2000)

 

 moderador 16:49:09

  Gabriel Villela

Gabriel Villela assumiu em fevereiro a direção artística do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em São Paulo, fundado por Franco Zampari, em 1948. Após aceitar a missão, seguiu para Londres, onde, na companhia de Eduardo Moreira, diretor do grupo mineiro Galpão, acertou detalhes da temporada no Globe Theater da peça Romeu e Julieta. "Fiquei doido pela importância do convite, afinal é a primeira vez que uma companhia brasileira faz temporada no Globe Theater." Na belíssima adaptação para a rua da peça de Shakespeare dirigida por Villela em linguagem circense, os atores caminham em pernas-de-pau, o "palco" móvel é uma veraneio e a poesia do bardo ganhou um proseado que se aproxima de Guimarães Rosa. No fim de semana seguinte, o diretor retornou ao País para os ensaios finais do musical Replay, com Raul Gazolla e Vera Zimmermann no elenco, em cartaz na capital paulista. Até o fim do ano, o novo TBC vai transformar-se no templo de Chico Buarque. Além da trilogia Ópera do Malandro, Gota d'Água e Calabar, serão produzidas duas montagens para o público infanto-juvenil: Os Saltimbancos e O Grande Circo Místico (O Estado de S.Paulo).

 

 

 Moderador 20:56:16

  luli pergunta: Gabriel, boa noite. Poxa, que orgulho representar o Brasil na terra de Shakespeare! Poderia falar sobre essa montagem em Londres?

 

 

 Moderador 20:57:46

  Maximo pergunta: Qual é o seu grande desafio como diretor do TBC? Não tem medo de ficar em um campo mais burocrático e deixar sua arte de lado? Por que aceitou o convite?

 

 

 Moderador 20:58:13

  karina pergunta: Gostaria de saber quais são os passos que eu devo tomar para entrar no meio teatral.

 

 

 Moderador 20:59:01

  joana pergunta: Oi, Gabriel! Sou de Porto Alegre, tenho 16 anos e gostaria de saber se tu já apresentou alguma peça aqui.

 



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Gabriel Villela 21:01:48

  luli, o grupo Galpão e eu fomos convidados pelos diretores do The Globe quando nos apresentamos pela primeira vez em Londres numa amostra de cultura mineira chamada Minas Além da Gerais. Apresentamos num parque chamado Batesea Parque três dias quem intermediou nosso diálogo foi a senhora Bárbara Heliodora, nossa maior especialista em Shakespeare no Brasil. Muita gente dessa importância teatral colaborou para que possamos fazer a temporada de um mês no The Globe. Estamos muito orgulhosos em representar o Brasil não só na terra do "bardo" como subir no palco que construiu e viveu. Não tem honra maior em nossa profissão, acredito.

 

 

 Moderador 21:04:35

  pisita pergunta: Olá, Gabriel! Mate uma curiosidade. A solução visual de seus espetáculos tem uma influência do folclore?

 

 

 Gabriel Villela 21:06:12

  Maximo, criar um conceito novo de companhia estável de repertório musical e despertar o que está encantado naquele prédio. O talento e vocação do TBC sempre foi revelar talentos e promover a discussão intelectual da nossa profissão. Não tenho medo, pois o TBC é uma iniciativa privada e seu novo patrono, senhor Marcos Tidermann, é suficientemente inteligente para não deixar que um artista ocupe um cargo errado ou burocrático. Não aceitei o convite, aceitei a convocação. Apresentar-me no The Globe e dirigir o TBC são duas convocações de caráter divino e não só uma decisão dos homens, creio.

 

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 02h16 [] [envie esta mensagem]



 

Gabriel Villela 21:08:09

  karina, escute o teu coração e observe a ordem natural dos acontecimentos na sua vida. Quando temos vocação e talento as coisas acontecem alheias a nossa vontade. É só esperar...

 

 

 Moderador 21:09:30

  DanielAtor pergunta: Oi, Gabriel, gostaria de saber quais são as regras básicas para ser um ator...

 

 

 Gabriel Villela 21:10:15

  joana, sim, já apresentei. O próprio "Romeu e Julieta" , com o grupo Galpão; "A Vida é Sonho" com Regina Duarte, no teatro São Pedro e também no Sete de Abril de Pelotas.

 

 

 Gabriel Villela 21:11:42

  pisita, não só folcore, mas de tudo aquilo que é considerado arte popular. A palavra folclore pressupõe a idéia de dinamismo e essa palavra é fundamental para a evolução estética do meu trabalho.

 

 

 Moderador 21:12:00

  Nelito pergunta: Gabriel, só queria dizer que fui conqusitado de vez para o teatro com a sua peça "Vem buscar-me que ainda sou teu". Juntou o seu talento com a maravilhosa Laura Cardoso. É um marco pra mim.

 

 

 Gabriel Villela 21:13:22

  DanielAtor , lamento não ter a resposta oficial para a sua pergunta. Não há regras. Talvez haja uma ética regendo uma estética...

 

 

 Moderador 21:14:44

  VILMAR MAZ pergunta: SOU DIRETOR DE TEATRO NO INTERIOR DO PARANÁ, AQUI A CULTURA CHEGA BEM ATRASADA DEVO ME VIRAR EM DEZ... VOCÊ ME INDICA ALGUM LIVRO BOM PARA DIREÇÃO DE TEATRO?

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 02h16 [] [envie esta mensagem]



 

Gabriel Villela 21:15:10

  Nelito, fico comovido com o seu depoimento, saber que o nosso ofício comove e conquista pessoas sensíveis nos deixa cada vez mais estimulados na vida. 

 

 

 Moderador 21:16:26

  Flavio pergunta: Gabriel, sou estudante tenho 18 anos e admiro muito seu trabalho . Qual sua opinião sobre a obra "Macunaíma", de Mario de Andrade ?

 

 

 Moderador 21:17:03

  Taty pergunta: Boa noite, Gabriel, como é trabalhar com atores tão maravilhosos e talentosos como Raul Gazolla?

 

 

 Gabriel Villela 21:17:07

  VILMAR MAZ, não há atraso em nossa profissão. Pesquise livros pela Internet ligados a área de palco e encenação e você encontrará bons títulos a disposição.

 

 

 Gabriel Villela 21:19:26

  Flavio, Macunaíma é uma rapsódia literária que, desde quando assisti à montagem de Antunes Filho, transformou-se num marco histórico do teatro brasileiro. Mario de Andrade sintetizou o caráter e a índole do "herói" brasileiro nessa obra. Viva Mario de Andrade, Macunaíma e Antunes Filho!!!

 

 

 Gabriel Villela 21:20:44

  Taty, trabalhar com o Gazolla e outros atores de seu quilate é a certeza e a garantia de um bom resultado para o espectador. É um privilégio para mim.

 

 

 Moderador 21:23:31

  Guto POA pergunta: Você considera talentosa essa nova geração de atores como na novela "Malhação"?

 

 



 Escrito por NANDA ROVERE às 02h15 [] [envie esta mensagem]